segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A força do perdão

PREFÁCIO: lampejo após sofrimento, confissão, perdão e graça.

Quando perdoamos, a nossa memória começa a ficar turva e o fato passado vai desaparecendo até que não conseguimos mais nos lembrar dele. Daí aquela vinculação, compromisso e peso devido a imagens passadas vai se desvanecendo a ponto da linha de fatos que nos prendem se perder. Uma mente exercitada nisso varre as experiências sem sentido e se abraça às belas imagens universais, a vida passa a ter um caráter menos sequencial e passageiro e mais eterno e universal, a as imagens já não precisam da lógica da sequência, mas são como que quadros estáticos que fazem sentido total e reúnem passado e futuro de uma vez.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Consumo

Temos uma imagem dele marcada pelo ato da compra, como se a mágica de ter preenchesse o nosso ser de felicidade. Orbita um tanto ao redor da gula, ao impor uma necessidade insaciável de algo, mas também um pouco na avareza, pois o dinheiro é o lubrificante dos vícios. Esse consumo insaciável pode ser simbolizado como a mãe de nossas necessidades, a água (Jo 4, 10), mas a insaciedade atravessa vários casos desapercebidos.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Posição do religioso

Quero falar sobre a imagem que se tem do religioso e da sua prática. Vejo propagandas que desaprovam o ato religioso, como se fosse fruto da escravidão psicológica que os sacerdotes impõem; como se o essencial fosse ser espiritualizado, sem se atrelar a um culto, a uma instituição. Outros relegam a atividade religiosa para a vida particular da pessoa, de forma que surgem os religiosos de domingo, que seguem uma vida independente durante a semana.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Ciência: muito a transcende

A ciência é um modelo, logo deve aderir à realidade. No entanto não é a própria realidade, pois por meio de recortes o intelecto separa aquilo que quer ver da realidade e cria pra si uma imagem, podendo ser mais ou menos abstrata (ou seja, sendo mais universal na mesma medida que releva os fatos acidentais). A conclusão que chego é que toda ciência, seja básica ou aplicada, tem função utilitária.